terça-feira, 24 de abril de 2012

Festa Yin Yang


Yin Yang


Yin Yang é, na filosofia chinesa, uma representação do princípio da dualidade. O conceito tem sua origem no tao base da filosofia e metafísica da cultura daquele país. Segundo este princípio, duas forças complementares compõem tudo que existe, e do equilíbrio dinâmico entre elas surge todo movimento e mutação. Essas forças são: Yang: o princípio ativo, diurno, luminoso, quente. Yin: o princípio passivo, noturno, escuro, frio. Também é identificado como o tigre e o dragão representando os opostos. Essas qualidades acima atribuídas a cada uma das dualidade são, não definições, mas analogias que exemplificam a expressão de cada um deles no mundo fenoménico. Os princípios em si mesmos estão implícitos em toda e qualquer manifestação. Os exemplos acima não incluem qualquer juízo de valor, e não há qualquer hierarquia entre os dois princípios. Assim, referir-se a yang como positivo apenas indica que ele é positivo quando comparado com Yin, que será negativo. Esta analogia é como a carga elétrica atribuída a protons e electrons: os opostos complementam-se, positivo não é bom ou mau, é apenas o oposto complementar de negativo. O diagrama do Taiji simboliza o equilíbrio das forças da natureza, da mente e do físico. Yang (branco) e Yin (preto) integrados num movimento contínuo de geração mútua representam a interação destas forças. A realidade observada é fluida e em constante mutação, na perspectiva da filosofia chinesa tradicional. Portanto, tudo que existe contém tanto o princípio Yin quanto o Yang. O símbolo Taiji expressa esse conceito: o Yin dá origem ao Yang e o Yang dá origem ao Yin. Desde os primeiros tempos, os dois polos arquetípicos da natureza foram representados pelo claro e pelo escuro, pelo inflexível e pelo dócil, pelo acima e pelo abaixo. O Yang, o poder criador era associado ao céu e ao Sol, enquanto o Yin corresponde à terra, ao receptivo, à Lua. O céu está acima e esta cheio de movimento. A terra - na antiga concepção geocêntrica - está em baixo e em repouso. Dessa forma, Yin passou a simbolizar o repouso, e Yang, o movimento. No reino do pensamento, Yin é a mente intuitiva, complexa, ao passo que Yang, é o intelecto, racional e claro. Yin é a tranquilidade contemplativa do sábio, Yang a vigorosa ação criativa do rei. Esse diagrama apresenta uma disposição simétrica do yin sombrio e do yang claro . A simetria, contudo não é estática. É uma simetria rotacional que sugere,de forma eloquente, um continuo movimento cíclico. Os dois pontos do diagrama simbolizam a ideia de que toda vez que cada uma das forças atinge seu ponto extremo, manifesta dentro de si a semente de seu oposto

quarta-feira, 11 de abril de 2012

Om




Om ou Aum é de grande importância no Hinduísmo. Este símbolo é a sílaba sagrada que representa Brahman, o Absoluto impessoal do Hinduísmo – onipotente, onipresente e a fonte de toda a existência manifesta. Brahman, por si mesmo, é incompreensível; então um símbolo é obrigatório para nos ajudar a entender o Incognoscível. Om representa tanto o aspecto não-manifesto (nirguna) quanto o manifesto (saguna) de Deus. Por isso é chamado de pranava, para significar que ele penetra na vida e corre através de nosso prana ou respiração.


Om não é uma palavra, mas sim uma entonação, que, como música, transcende as barreiras de idade, raça, cultura e até mesmo espécie. Ele é feito de três letras sânscritas, aa, au e ma, que quando combinadas fazem o som Aum ou Om. Acredita-se que ele seja o som básico do mundo e que contenha todos os outros sons. Ele sozinho é um mantra ou oração. Se repetido com a entonação correta, ele pode ressoar pelo corpo de forma que o som penetre no centro do ser, a atman ou alma.